sábado, 19 de fevereiro de 2011

"O caso de Gisberta" - Comentário Pessoal

Um grupo de catorze rapazes, onde apenas um deles era maior de idade, foram acusados da morte de Gisberta, um transexual.
O indivíduo transexual é aquele que recorre à mudança de sexo, pelo facto de existir uma inconformidade em relação ao sexo que tem fisicamente e ao que gostaria de ter psicologicamente.
O grupo de jovens deslocou-se ao prédio inacabado onde Gisberta se refugiava, atacando-a com pedras e paus. Estes regressaram, ainda, ao local quatro vezes, mas nunca lhe prestando auxílio. Por fim, não só destruíram totalmente a sua habitação como ainda a atiraram para um fosso de sete metros, onde esta acabara por morrer afogada. Estes jovens colocaram em causa retirar valores morais e éticos ao revelarem comportamentos de extrema violência e de vandalismo, os quais podem ser considerados comportamentos desviantes.
Após debatermos este caso, pensamos que os quatorze rapazes terão cometido tais actos por não apresentarem um espírito de tolerância em relação à diferença. O que eles fizeram foi discriminar, visto que a vítima mortal, se tratava de um indivíduo que sofria de exclusão social. Gisberta era alvo de exclusão social, na medida em que sendo transexual não possuía documentação actualizada, vivia da prostituição, em situação precária, sendo um sem-abrigo. Com estas características, estão em causa os valores económicos e morais de Gisberta. Esta sofria represálias por ser toxicodependente, seropositiva e tuberculosa.
O que mais nos perturbou em relação a este caso, foi o facto de os jovens terem discriminado uma pessoa transexual, ao ponto de ser agredida até a sua morte e apesar de terem regressado quatro vezes, onde se encontrava a vítima, não lhe prestaram auxílio em nenhuma das vezes.
Em suma, ao analisarmos este caso e tentando-nos colocar na posição destes jovens pensamos que, embora fossemos capazes de discriminar uma pessoa com todas estas características, nunca chegaríamos à agressão física.

Por: Raquel Mendonça e Sofia Pereira

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Como lidar com o diferente?

Normalmente discriminamos o diferente por ser diferente porque começamos por ver, em primeiro lugar, os aspectos negativos (ou que consideramos negativos de acordo com a nossa perspectiva). Muitas vezes estamos conscientes de que estamos a discriminar, no entanto mantemos a nossa atitude face à diferença. Como mudar? Iremos continuar a discriminar? NÃO!
É hora de agir!
Nós, jovens, somos o futuro de amanhã; por isso temos o dever de zelar pelas gerações vindouras, mudando as nossas atitudes, mostrando aos outros o exemplo positivo da não discriminação. Hoje eu, amanhã tu; no futuro todos nós dizemos não à discriminação
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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

“Riem-se de mim porque sou diferente e eu rio-me de vocês porque são todos iguais…”

Ser diferente é não ser igual; é ser único e especial; é também ter a sua própria personalidade; é, por vezes, sair dos parâmetros do estereótipo social. Somos diferentes em termos físicos, psicológicos, comportamentais, ideológicos e sociais. Ninguém é igual a outro; cada um é igual a si mesmo. Olhando nesta perspectiva ser diferente é positivo porque assim se contribui para o desenvolvimento pessoal e social de cada ser humano. Deste modo, promovemos o processo de socialização e integração de cada um de nós na sociedade.
Porém ser diferente também pode apresentar um sentido negativo na medida em que nem sempre as diferenças são bem aceites na sociedade. Quem nasceu diferente não tem culpa; o mesmo acontece a quem é ou se torna diferente. Apesar disso estas pessoas não têm as mesmas oportunidades porque a sociedade não lhes permite, excluindo-os, discriminando-os e subestimando as suas capacidades (no caso dos deficientes, por exemplo).
Em suma podemos dizer que diferente não sou eu, não és tu, somos todos nós. Todos somos diferentes, mas todos temos direito a ser tratados como iguais.

11º PAP
10 de Janeiro de 2011